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| Thaís Ramos |
O núcleo de projetos do Coletivo Audiovisual Lageano (CAL) começou o ano de 2023 com muita energia e bastante trabalho pela frente. Projetos de membros do grupo foram aprovados nos editais do Prêmio Catarinense de Cinema e do Prêmio Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura. Juntos, os projetos totalizam mais de R$ 500 mil que serão injetados na economia local com a realização dos projetos contemplados. A produtora Studios Maré fortalecerá a execução dos projetos.
O destaque desta leva de prêmios fica com a diretora Thais Ramos, ao se tornar a primeira mulher a ser contemplada pela Região Serrana no Prêmio Catarinense de Cinema 2022, com o curta “Enfim Devorei a Noite”.
“As mulheres têm ocupado cada vez mais espaços em diversas funções do audiovisual e, com certeza, serão protagonistas na retomada do desenvolvimento do cinema nacional, após uma era de descasos e desmonte sofridos pelo setor no país”, afirma a diretora.
“Enfim Devorei a Noite” conta a história de uma mulher idosa que, isolada em uma cabana, enfrenta o final da sua vida. Questões sociais e psicológicas, como o abandono dos idosos e doenças degenerativas, tornam-se uma ameaça sobrenatural, que dá o tom de terror e suspense psicológico ao filme.
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| Suzane Faita |
A diretora e historiadora Suzane Faita também está entre as produtoras culturais do CAL contempladas neste ano. Seu projeto “Oficina de Formação Audiovisual para Indígenas” será realizado por meio do Prêmio Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura. O objetivo é promover a emancipação tecnológica aos indígenas, defendendo a democratização das técnicas de produção audiovisual.
“É fundamental capacitar e viabilizar uma nova forma de linguagem para os povos indígenas, dando relevância e visibilidade a esta parte da nossa população. Sendo assim, ninguém melhor para contar as memórias, histórias, lutas e práticas sociais que os próprios povos indígenas”, defende Suzane.
Primeiro longa-metragem de Lages
A Fazer Cultural - empresa lageana que atua há mais de dez anos no mercado cultural, desenvolvendo projetos por todo o Brasil - vai produzir o primeiro longa-metragem da região serrana, por meio do Prêmio Catarinense de Cinema 2022. O telefilme “O Doce Sal dos Seus Fadigosos Lábios” é um romance/drama no qual um casal vive uma intensa paixão e, na mesma intensidade, a desilusão.
Com direção e roteiro de Armin Daniel Reichert, as filmagens acontecem em Lages. A história se passa, em grande parte, nas ruas, fazendo da cidade serrana um personagem do filme. O espaço arquitetônico promove um diálogo com a narrativa e o universo particular dos protagonistas.
Neste filme, o premiado diretor e roteirista Armin traz muitas características de um filme autoral e deve levar à tela uma carga estilística características de seu trabalho. Além disso, incorpora na narrativa diversas referências que formaram sua personalidade artística, buscando transmitir uma mensagem sobre a complexidade e intensidade das relações modernas.
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| Sérgio e Armin |
“A Região Serrana tem vivido uma crescente movimentação da sua cadeia produtiva de profissionais, que buscam um amplo e efervescente cenário audiovisual. Mesmo enfrentando as dificuldades de uma região distante de grandes polos de produção no estado, a Serra ampliou significativamente sua participação em inscrições e, consequentemente, de projetos premiados em editais, além de diversas produções independentes. A região conta com uma cadeia de profissionais qualificados e motivados para realização desse projeto”, reforça o produtor cultural Sérgio Sartore, proprietário da Fazer Cultural
Mais contemplados | Além dos membros do CAL, outras duas produções audiovisuais da Serra também foram contempladas pelo Prêmio Catarinense de Cinema 2022. Em Lages, a Maximus Produções realizará o "Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense (Ficasc)". Já a Cordilheira Marketing Digital Ltda., de Urubici, produzirá um curta-metragem.
Juntos os projetos do CAL, Maximus e Cordilheira trarão à economia local mais de R$ 800 mil: pelo Prêmio Catarinense de Cinema são R$ 320 mil para o telefilme; R$ 200 mil para os dois curtas-metragens de Lages; R$ 230 mil para Ficasc e o 150 mil para o curta de Urubici; além de R$ 55 mil dos contemplados pelo Prêmio Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura.
O CAL
O Coletivo Audiovisual Lageano (CAL) é um grupo formado em 2014 que atua no fomento da produção audiovisual na Serra Catarinense. Formado por diversos artistas, produtores culturais e profissionais locais do setor, o CAL tem o objetivo de promover ações ligadas a valorização, incentivo e democratização do audiovisual.
O CAL trabalha para colocar a cena audiovisual de Lages no mapa de produções catarinenses, com a realização de oficinas e festivais de cinema, além do incentivo para que, cada vez mais, as produções audiovisuais locais ganhem espaço.
Texto e fotos: Assessoria de imprensa


